Contra Temer, Delgado assume liderança do PSB na Câmara

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A destituição de Tereza Cristina foi recomendada pelo diretório nacional do PSB, que se reuniu na última segunda-feira (16) para deliberar sobre a possível expulsão de quatro deputados federais da sigla que tem votado a favor do governo, mesmo o partido tendo saído oficialmente da base governista. A expulsão foi impedida por uma liminar da Justiça, e a direção da legenda decidiu adotar outra estratégia para mudar a liderança da bancada na Câmara. Nos últimos meses, o PSB vem enfrentando uma divisão ideológica entre seus parlamentares. O racha ficou mais evidente na votação da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer, quando dois deputados do partido votaram a favor de Temer na CCJ e no plenário. “Nós vinhamos há muito tempo passando esse constrangimento de a grande maioria no plenário ser destoante da indicação da liderança. E agora vamos tentar encontrar uma uniformidade. O PSB se reencontra com sua trajetória, se reencontra com sua coerência e acima de tudo com o desejo e decisões da instância maior que é o diretório nacional”, disse Delgado. O novo líder do PSB disse que os deputados Fábio Garcia (MT) e Danilo Forte (CE) serão retirados das vagas do partido da CCJ. No lugar deles, Delgado nomeará os deputados Danilo Cabral (PE) e Hugo Leal (RJ) como membros titulares da comissão. Sobrarão duas vagas de suplentes, que serão ocupadas outros deputados do PSB com votos declarados pela autorização da segunda denúncia contra Temer. A bancada do PSB tem 37 deputados e, para destituir Tereza Cristina da liderança, era necessário o apoio de pelo menos 19 parlamentares. Delgado conseguiu reunir as assinaturas para registrar a solicitação de mudança na Secretaria da Mesa da Câmara de ontem para hoje. A manobra ocorreu antes que o deputado Raul Jungmann reassumisse o mandato, depois de ter sido exonerado da função de ministro da Defesa para reforçar a base de apoio ao governo na Câmara. O ministro Fernando Coelho Filho, de Minas e Energia, também foi exonerado para recompor a base de apoio na Câmara. Ambos são de Pernambuco e poderiam substituir os votos do partido contrários a Temer na CCJ. (Terra)

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