Em entrevista, Sílvio Humberto fala sobre política e o Dia da Consciência Negra

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O vereador Sílvio Humberto (PSB), um dos fundadores do instituto Steve Biko em Salvador e militante do movimento negro, é o entrevistado no estúdio WebTV Bocão News nessa semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra. Formado em economia, Humberto se encontra no primeiro mandato na Câmara de Vereadores e preside atualmente a Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Nessa entrevista o edil nascido no bairro do Garcia fala sobre sua trajetória na luta do movimento negro, racismo, ascensão social dos negros na atualidade, trata da sua atuação no Legislativo, diz ser favorável à alternância de poder e critica o financiamento público de campanha.

Humberto afirma que o partido está conversando para decidir o posicionamento na eleição da Mesa Diretora da Câmara e deixou sua opinião a respeito da discussão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano que será debatido novamente na Casa no início do ano.

Para o vereador, entidades como a Secretaria Municipal de Reparação de Salvador e Secretaria de Promoção e Igualdade Racial do Estado da Bahia não atendem integralmente às necessidades dos negros. “Esses órgãos têm orçamentos diminutos, se você imaginar a Semur [Secretaria Municipal de Reparação de Salvador] aqui tem um dos menores orçamentos que você entre as secretarias. Aí você pergunta, quer fazer reparação cultural? Tem que ver como isso vai ser transversalizado entendendo que é um mecanismo de reparação do ponto de vista político é garantir oportunidade e igualdade. Todas essas ações se transversalizam”, avaliou.

Membro da Comissão Especial de Defesa da Criança e do Adolescente, o socialista critica o modo de agir da polícia baiana no caso recente do desaparecimento do garoto Davi Fiuza. “As vezes você diz: estou trabalhando para reduzir a igualdade racial. Mas isso não significa que você está caminhando para acabar com o racismo”, argumenta.

“A polícia não é treinada para matar. Eu acredito que não seja, mas causa estranheza quando o policial envolvido numa ação resulta em morte. Qual é o correto? Que ele seja afastado das ruas para passar por uma avaliação psicológica. Se você começar a naturalizar isso, você está dizendo que nasceu para matar e não pode ser assim. Ali é o Estado e esse deve proteger a vida”, defende o vereador.

 

Por: Aparecido Silva (Twitter: @CydoSylva)

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