Fórum de Licenciaturas é aberto em Amargosa no 11º aniversário do CFP

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A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia por meio do Centro de Formação de Professores (CFP), Campus de Amargosa, fez a abertura oficial do IV Fórum de Licenciaturas da UFRB, que acontece, paralelamente, ao V Seminário Institucional do PIBID UFRB; o IV Seminário Institucional do PIBID Diversidade UFRB; e o I Encontro Institucional do PARFOR UFRB, que compõem o conjunto de programas do Ministério da Educação, voltados à formação de professores. A abertura dos eventos aconteceu na quadra poliesportiva da Escola Estadual Almeida Sampaio, na noite de segunda-feira, 16 de outubro, data histórica em que se registra o 11º aniversário do CFP de Amargosa e o primeiro dia letivo do calendário acadêmico 2017.2 Este ano, os eventos refletem sobre “Formação e valorização dos profissionais de educação: situação atual e perspectivas futuras” e envolvem na discussão professores, pesquisadores e licenciados de várias áreas do conhecimento. Cerca de oitocentos inscritos estão participando da variada programação educacional que se estende até o final da tarde de quarta-feira, 18 de outubro. As discussões estão divididas em eixos temáticos: Educação, formação de professores e inclusão; Educação, gêneros e diversidades; Letramentos e formação de professores; Currículo: Reforma, flexibilização, BNCC, Escola sem partido; Educação, formação de professores e políticas de ações afirmativas; e Avaliação do processo de ensino e aprendizagem. Entre os participantes da mesa de honra na abertura do V Fórum de Licenciatura e eventos agregados estavam presentes à vice-reitora da UFRB, professora Georgina Gonçalves dos Santos; o diretor do CFP, professor Clarivaldo Santos de Sousa; o prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro; a secretária municipal de Educação, professora Márcia Almeida; a representante da PROEXT, professora Ana Paula; a coordenadora geral do evento, professora Fernanda Maria Almeida e os coordenadores Maria Neves (PIBID Diversidade); Iugi Watanabe (PIBID) e Fátima Aparecida (PARFOR); e representando os alunos, Lucinaldo Ribeiro. Em seu discurso, a vice-reitora Georgina Gonçalves disse que o Fórum de Licenciaturas é realizado num momento muito difícil para a Educação e o País e que isso exige muito dos educadores, em termos de esforços. “Viemos reafirmar aqui nosso compromisso com a educação pública; com a educação básica, sobretudo; e reafirmar nosso compromisso com uma universidade inclusiva, que contemple a expansão e interiorização do ensino superior. Essas questões é o que nos une e nos reúne nesse encontro do Centro de Formação de Professores”, disse Georgina. Georgina reafirmou a disposição da UFRB em Amargosa de ser um Centro de Formação de Professores com soluções para a educação básica, comprometida com a região do Recôncavo da Bahia e do Vale do Jiquiriçá, bem como do Portão do Sertão e Baixo Sul, territórios de identidade da UFRB, “com um projeto de mudar, qualificar e avançar na qualificação do ensino”. A coordenadora geral dos eventos, professora Fernanda Almeida disse que se sentia muito feliz e alegre com a realização e participação das pessoas no IV Fórum de Licenciaturas.

“Pela abertura, notamos que o Fórum, superou as expectativas iniciais com a participação de todos os centros de ensino da UFRB, que ofertam cursos de licenciaturas (CFP, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas; e o Centro de Artes, Humanidades e Letras), da Prefeitura Municipal de Amargosa, da Secretaria de Educação de Amargosa, Secretaria de Cultura de Amargosa e dos convidados”. Fernanda destacou a data especial de “poder estar discutindo formação de professores num momento em que comemoramos os 11 anos do CFP com a presença da professora Bernardete Gatti, o que para nós é uma honra”. 

 O diretor do CFP, professor Clarivaldo Santos de Sousa, disse que a missão do Fórum de Licenciaturas é acompanhar os cursos de formação docente da UFRB, contribuindo para assegurar a formação de professores-pesquisadores qualificados e comprometidos com a transformação da realidade da escola pública e com o processo de ensino-aprendizagem de todos os estudantes, independente de suas condições e/ou limitações físicas, sensoriais e cognitivas. A conferência de abertura, após os discursos iniciais, foi ministrada pela professora e vice-presidente da Fundação Carlos Chagas, Bernardete Angelina Gatti, pesquisadora dedicada a temas educacionais, que preside desde 2016, o Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Bernardete Gatti disse que a educação é fundamental para qualquer nação, que se considere como tal. “Formar pessoas é a função mais importante que existe para a humanidade. Acho que nesse momento temos que valorizar a educação, o cotidiano das escolas e aqueles que ali militam e estão preparando o nosso futuro: daqui a 10, 15 anos, essa geração que está na escola é que vai emergir para tomar conta do País”, apontou ela.

 Gatti disse que conhecimento hoje é um diferencial no mundo: diferenciam pessoas, instituições e países e “se queremos conduzir a região e o País para uma condição mais equitativa, temos que de distribuir conhecimento para essas populações que ainda não tiveram acesso a ele”. Gatti explicou que é necessário “dominar um conhecimento que faça sentido; com contribuição comunitária e com ética”. Para Bernardete Gatti, o papel da UFRB é fundamental no processo de formação de professores que mude a realidade educacional da região. “Acho que a UFRB terá que refletir mais para os próximos anos, sobre esse papel: como integrar mais os diferentes campi, como escolher melhor seus cursos, como qualificar os seus docentes para que esses cursos sejam exitosos; por que essa geração que está entrando na universidade é muito diferente da geração de dez anos atrás”. Segundo ela, a atividade de ensino passa a ser fundamental e métodos ativos e possibilidades de encontro e de diálogos entre docentes propicia estabelecer uma educação sobre o diálogo, mas baseada no conhecimento. 

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