Gabrielli diz que Conselho da Petrobras só acionará MPF se confirmado prejuízo

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O ex-presidente da Petrobras e atual secretário de Planejamento do governo da Bahia, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta terça-feira (18) que o Conselho de Administração da petrolífera brasileira decidiu aguardar o posicionamento final da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) para encaminhar ao Ministério Público Federal (MPF) o pedido de abertura de inquérito de ação civil pública contra ele e mais 14 pessoas envolvidas na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006.

Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), a estatal, presidida por Gabrielli, teve um prejuízo de US$ 792,3 milhões com Pasadena, considerada um dos piores negócios já realizados pela Petrobras, que já registrou uma perda contábil de US$ 530 milhões. A aquisição da refinaria foi negociada por Cerveró, que dirigiu a Área Internacional da companhia entre 2003 e 2008, com o aval de Gabrielli, que foi substituído por Graça Foster em 2012.

“Ainda não fui comunicado formalmente pela Petrobras a respeito das conclusões da Comissão Interna em relação à minha atuação no processo de compra de Pasadena. Estou no aguardo das informações”, afirma Gabrielli, em nota enviada à imprensa.

De acordo com o jornal O Globo, uma fonte que teve acesso ao conteúdo da reunião do Conselho de Administração na última sexta-feira (14) revelou que o relatório foi apresentado por Graça Fortes com uma série de atos que demonstrariam a responsabilidade dos relacionados. No entanto, a dirigente não tratou do caso específico de Gabrielli. A inclusão de um ex-presidente da Petrobras entre os responsabilizados em uma investigação interna foi vista por como um sinal de que Graça está disposta a ir fundo nos processos internos de apuração.

Em meio às especulações de que poderia ser substituída no segundo mandato da presidente Dilma, Graça estaria tentando mostrar que ela mesma pode restaurar a credibilidade da estatal. Outra intenção seria mostrar empenho em colaborar com as investigações abertas por órgãos reguladores do mercado de capitais no Brasil e nos Estados Unidos, já que a estatal tem ações negociadas na Bolsa de Nova York.

 

 

Por: Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

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