Noivos se casam dentro de boteco na Zona Norte do Rio de Janeiro

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No cardápio, petiscos nada tradicionais para um casamento. No lugar dos canapés e minijantares, os convidados comeram torresmo, pernil, pastéis de provolone, porção de sardinhas e escondidinho. Foi dessa forma que André Sampaio recebeu cerca de 100 pessoas para a celebração da união com sua noiva, que aconteceu no domingo (27) em um bar da Rua General Canabarro, no Maracanã, Zona Norte do Rio. André é um dos noivos que têm deixado o luxo e as famosas casas de festas de lado para conseguir fazer uma comemoração, mesmo com pouco dinheiro, usando a cidade como cenário. Atualmente, muitos casais têm feito suas festas nas ruas do Rio, como na Rua do Ouvidor, uma das mais emblemáticas do Centro. Mas, para que tudo ocorra dentro da ordem, os pretendentes a casar ao ar livre, nas ruas da cidade, devem pedir à prefeitura um alvará de autorização de uso transitório e se cadastrar no site Carioca Digital, dando informações sobre o evento. Após aprovação da prefeitura, os noivos devem pagar a Taxa de Uso de Área Pública. No caso de André, a escolha para a recepção foi no Bar Bode Cheiroso, mas a festa mesmo tomou a Rua General Canabarro, que ganhou marchinhas de carnaval, sambas e até mulheres solteiras na luta pelo buquê da noiva em plena via urbana. “A gente vive muito a cidade, frequentamos muitos bares, botecos, Mureta da Urca, Maracanã, blocos e praças. Então por que não comemorar em um lugar que sempre frequentamos? Também tem a falta de dinheiro, a gente não tinha grana pra fazer uma coisa grandiosa. Foi então que decidimos casar lá, após a sugestão da sócia do local. Resolvemos tudo em 45 dias”, conta André, que garante que gastou muito pouco no evento, já que as comandas eram individuais. Além disso, o casal ganhou as fotos de um amigo, a maquiagem da noiva de outra amiga, os drinques dos padrinhos, o buquê de outra amiga e por aí vai. De gasto mesmo, somente o operacional do bar, que abriu no domingo somente para realizar a festa do casal. “Minha esposa está extasiada até agora. Um amigo nosso cantou ‘Peito Vazio’, do Cartola, para ela entrar. Foi uma festa linda e fizemos uma grande economia. O conselho que dou aos noivos é que façam aquilo que os representam. Porque, às vezes, as pessoas gastam um dinheirão com festas grandes e aquilo não te realiza”, acrescenta André, que começou a “prestar atenção nas pequenas coisas” após viver um momento econômico e profissional bem difícil. “Claro que toda noiva sonha com vestido, com uma igreja bacana, mas dá para adaptar tudo para a sua realidade. No meu casamento, deu tudo muito certo, foi lindo, ficamos muito emocionados, e estávamos cercados de pessoas muito queridas”, relembra André. (G1)

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