Suspeito de atropelar e matar PM tem prisão decretada: ‘justiça’, diz noivo

3 anos Anterior written by

O homem suspeito de provocar o acidente que matou a policial militar Geise Lima Santana, no dia 7 de agosto, na BA-052, na região entre os municípios de Tapiramutá e Morro do Chapéu, norte da Bahia, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na segunda-feira (10). De acordo com o delegado Fábio Santos, o inquérito foi concluído e Cândido José Faustino da Silva irá responder por homicídio qualificado. Até a manhã desta quinta-feira (13), o homem não havia se apresentado à polícia. Em nota, o Ministério Público da Bahia informou que a decisão é do juiz Valnei Mota Alves de Souza, que atendeu ao requerimento do promotor de Justiça José Carlos Rosa de Freitas, e teve como objetivo de garantir a ordem pública, a conveniência da instrução penal e a segurança da aplicação da lei.De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Geise Lima estava ao lado da viatura em uma abordagem de rotina quando foi imprensada por um outro veículo, que saiu da pista e a atingiu. O noivo dela, Paulo Henrique Sampaio, de 31 anos, também é policial militar e estava no local do acidente. O casal iria se casar no dia 12 de setembro e a PM foi enterrada vestida de noiva. Ao G1, Paulo Henrique comentou nesta quinta-feira a decisão da Justiça pela prisão preventiva do suspeito. “Ainda continuo com a cabeça muito ocupada com saudade, dor e sofrimento, mas a sensação que eu tenho é de que existe um andamento da justiça. Apesar do país ter uma justiça lenta, deficiente, é possível cumpri-la. Na verdade, parabenizo o judiciário pela atitude”, conta o policial. Abalado com a tragédia, Paulo Henrique conta que ainda não retornou ao trabalho. “No trabalho como policial é preciso ter responsabilidade, estar muito bem preparado psicologicamente. É muito mais que treinamento. Estou de licença, retomando as atividades da faculdade. Estou muito envolvido com a família dela, com a minha, somos muito unidos. Voltar [ao trabalho] é algo que ainda vou conversar com meu comandante, mas não tem prazo”. Paulo Henrique ainda lembra diariamente do acidente. “Lembro do impacto, do farol do carro, o barulho. Isso vem a mim todos os dias como se fosse um susto, uma agonia. A saudade é enorme”, lamenta.

 

VOZ DA BAHIA

Comentários

Comentários

Artigos de Categorias:
Geral