Achocolatado ingerido por criança que morreu foi envenenado, diz laudo

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Um laudo divulgado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), nesta quinta-feira (1º), apontou que o menino, de dois anos, morreu vítima de envenenamento depois de beber um achocolatado. Tanto a bebida ingerida pela criança, quanto o material coletado do estômago dela, passaram por perícia. Os dois exames identificaram a presença de um defensivo agrícola. Dois homens foram presos suspeitos do crime nesta quinta-feira. “Foi possível localizar em todas as embalagens de duas marcas diferentes o pesticida, que também é usado pela população para matar ratos”, explicou o delegado Eduardo Botelho, da Deddica. A criança morreu na quinta-feira (25), cerca de uma hora depois de ingerir a bebida na casa onde morava com a família, no Bairro Parque Cuiabá, na capital. A Itambé, fabricante do produto, informou, por meio de nota, que, com a prisão de dois suspeitos de envolvimento na morte, ficou esclarecido que o produto não estava contaminado. Segundo a Polícia Civil, o veneno foi injetado pelo morador Adônis José Negri, 61 anos, como forma de tentar se vingar de Deul de Rezende Soares, de 27 anos, que, conforme a polícia, é suspeito de furtar comércios e casas na região do Bairro Parque Cuiabá, na capital. Os dois foram presos nesta quinta-feira. De acordo com o laudo, Adônis teria injetado o veneno com um material pontiagudo, semelhante a uma seringa. O G1 teve acesso ao documento, que mostra o local exato onde a embalagem foi perfurada. “Ele sabia o que estava fazendo. Todos os furos seguem um padrão e foram feitos na dobradura da embalagem para não ser percebido”, afirmou o delegado.

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