Agerba admite a baixa quantidade de ônibus servindo Simões Filho

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A tarefa diária de ir trabalhar é ainda mais difícil para os moradores de Simões Filho, cidade da Região Metropolitana de Salvador, que dependem do transporte público. Além da demora, é preciso lidar ainda com a insegurança e falta de infraestrutura do sistema. A promotora de vendas Paula Motta, que mora em Simões Filho e vem a Salvador diariamente para trabalhar, já perdeu as contas de quanto tempo perdeu no ponto de ônibus e quantos acidentes já presenciou por causa da irresponsabilidade de motoristas de ônibus e micro-ônibus. O último caso aconteceu na segunda-feira (16), quando uma idosa se livrou por pouco de ser atropelada ao ter que ir para o meio da rua para conseguir embarcar em um ônibus. “É uma total falta de respeito, porque eles [micro-ônibus do transporte municipal] fazem hora em todos os pontos da cidade. Com isso, a Expresso Metropolitano, que faz a linha intermunicipal, não para mais no ponto de ônibus, para no meio da rua”, explica. Ainda segundo a representante de vendas, a Prefeitura não toma nenhuma providência para conter as irregularidades cometidas pelos permissionários, que receberam da Prefeitura o direito de operar as linhas do transporte público no município. “O secretário de transporte da cidade está no cargo desde 2012 e não faz nada. Não tem fiscalização nenhuma, nem de manhã, nem de tarde. À noite, piorou”, conta. Transporte intermunicipal é ainda pior – A situação é ainda pior com os ônibus que fazem a linha intermunicipal. Moradora do bairro de Mapele, um dos mais prejudicados pela falta de transporte, a estudante Marcela Lopes conta o martírio para conseguir chegar ou sair da cidade durante os finais de semana. “Domingo, o transporte dentro de Simões Filho não existe. Se você quer ir em Simões Filho, vai ter que pegar um ônibus da Expresso Metropolitano, que aparece de uma em uma hora ou mais, saltar no entroncamento ou na Ilha de São João, esperar um Simões Filho da Expresso e ir. Na volta é o mesmo percurso. Transporte lá? Pense numa porcaria. Agora some, multiplique, triplique. É isso aí e mais um pouco. Domingo, não funciona transporte nenhum”, conta a estudante. A centralização aparente do transporte intermunici- pal com a empresa Expresso Metropolitano também é questionada pelos usuários do sistema, que reclamam da falta de linhas suficientes para o trajeto. Secretário nega irregularidade – Já o secretário de transporte de Simões Filho, Denyson Santana, negou as irregularidades cometidas pelos ônibus que operam dentro da cidade e a falta de fiscalização efetiva. “Fiscalizamos tanto ‘in loco’, como a fiscalização por meio de GPS, o cumprimento dos horários e itinerários. O transporte é feito de forma individualizada. É dado pelo poder público uma permissão individual para você explorar uma linha, e nós temos 180 permissionários”, explica. Segundo os usuários do sistema, o baixo número de fiscais prejudica o serviço e dificulta o acompanhamento, resultando no maior número de ônibus clandestinos. Número de linhas espantou até a Agerba – Pelo visto, as reclamações da população ainda não tinham chegado aos ouvidos da Agerba. Ao Jornal da Metrópole, o próprio coordenador do órgão, Ab-dul Ramid, espantou-se com o número destinado à cidade, pouco depois de afirmar que a quantidade de linhas não era tão pequena assim. “Tem muita alteração aos domin- gos. Reduz bastante mesmo, viu? Por exemplo, na linha Simões Filho-Lapa, aos domingos só tem 6h, 9h30, 13h e 16h. Nós temos 16 horários [durante a semana]. Reduziram para quatro”, disse. “Temos três empresas que operam na localidade de Simões Filho: a Expresso Metropolitano, a Litoral Norte e a Viação Sol de Abrantes. Temos 524 horários [semanais] partindo de Simões Filho em 24 linhas”, afirmou. Abaixo-assinado é solução? – E a situação do transporte de Simões Filho deve piorar com as mudanças que serão implantadas nas novas estações de transbordo de Salvador, desviando muitas linhas e obrigando a população a mudar o roteiro. De acordo com o coordenador da Agerba, Ab-dul Ramid, a solução é reclamar. “Eu oriento que a comunidade entre em contato com a Agerba através de um abaixo-assinado colocando em pauta esse assunto da redução de horários que a diretoria da Agerba irá chamar as empresas”, explica. (Metro1)

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