Cada domingo de sol na praia do Porto da Barra em Salvador movimenta R$358 mil, aponta pesquisa

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Considerado um dos melhores banhos de mar do mundo, a praia do Porto da Barra também se destaca em matéria de consumo, para alegria dos ambulantes que atuam na área. Alheios ao ambiente de crise financeira no país, os gastos de banhistas na mais famosa praia da capital, em um domingo qualquer (ensolarado, de preferência), movimenta algo em torno de R$ 358 mil, segundo um levantamento feito pela empresa de gerenciamento costeiro Preamar. Para chegar ao resultado, a empresa perguntou aos frequentadores, no local, quanto eles haviam desembolsado naquele simples passeio à beira-mar. Entre os entrevistados, 20% disseram ter consumido até R$ 20, 50% entre R$ 20 e R$ 50, 20% de R$ 50 a R$ 100 e, por fim, 9% acima de R$ 150. Os pesquisadores, que atuam no gerenciamento de recursos socioambientais, econômicos e urbanísticos, calcularam uma média desses gastos, que foi então multiplicada pelo público que circulou pela praia: quatro mil pessoas. Foi daí que saiu o valor “exato”: R$ 357.977,81. A aposentada Maria de Pinho, 71 anos, integra a faixa de público com maior frequência de consumo no Porto da Barra. Ela foi à praia com uma amiga e avalia ter gasto cerca de R$ 30, com seis latões de cerveja, além de petiscos. “O atendimento aqui é vip. Sou muito bem atendida. Sem falar no mar e na areia. Eu sei que tem mar e areia em toda praia, mas o Porto é especial”, garante ela. A pesquisa, que teve como principal intenção avaliar a satisfação dos frequentadores, percorreu apenas seis praias, todas com fama de receber um público mais abastado. De acordo com o levantamento financeiro, a segunda praia que movimenta mais dinheiro também fica na Barra, bairro que desde agosto do ano passado conta com uma orla completamente revitalizada. A praia do Farol movimenta R$ 264.126,33, seguida de Stella Maris (R$ 235.046,33), Jaguaribe (R$ 101.465), Jardim de Alah (R$ 63.795,67) e, por último, Buracão, Rio Vermelho (R$ 45.446,67).

Avaliação – Além de perguntar quanto cada banhista gastou no passeio, os pesquisadores também quiseram saber como eles avaliavam os locais em quatro quesitos: segurança, infraestrutura, limpeza e serviços. As perguntas, feitas a 180 frequentadores de cada local, foram feitas às quartas-feiras e aos domingos de janeiro e fevereiro. As opções de resposta eram simples: bom, médio ou ruim. Ontem, fomos a algumas delas conversar com os banhistas e saber o que acharam do resultado.

STELLA MARIS – Sensação de insegurança é maior, mas limpeza e serviços compensam: Pior no quesito segurança, entre as seis praias avaliadas, Stella Maris se destaca nos itens limpeza e serviços, revela a Preamar. No entanto, o destaque nesses dois últimos itens não eliminam as críticas. “A praia tem estrutura, é tranquila, não junta muita sujeira, o mar é gostoso. Mas vi um tijolo, tem cachorro fazendo xixi”, aponta a veterinária Maísa Okata, 32, turista de Cuiabá (MT). Sobre o destaque na sensação de insegurança, a Polícia Militar informou que realiza rondas com viaturas no entorno das praias.

JARDIM DE ALAH – Sujeira e falta de infraestrutura são os principais problemas: Segundo a Preamar, o Jardim de Alah teve o pior desempenho em limpeza e infraestrutura. Na areia, ontem, a reportagem encontrou garrafas de vidro, sacolas plásticas e até uma porta, com pregos à mostra. A turista paulista Maria José Leite, 66 anos, concordou com a pesquisa. “Aqui é bonito, gostoso, mas é sujo e não tem infraestrutura, nem serviço”, afirmou. Em nota, a Limpurb disse atuar para resolver o problema. Uma das medidas tem sido instalar lixeiras de concreto no local, a fim de dificultar a ação de vândalos.

BURACÃO – Presença rotineira de policiais torna praia no Rio Vermelho a mais segura: Localizada no Rio Vermelho, a praia foi considerada a mais segura. Em visita ao local, o CORREIO encontrou uma viatura da PM e um clima tranquilo entre os frequentadores. “Realmente, dessas aí, Buracão é a mais segura. Eu sempre vejo policiais e aqui é mais organizado”, conta o economista Nino Moreno, 22. O porteiro Jemerson Aquino, 26, no entanto, vê a informação com um pé atrás: “Segura não é, não. Nunca vi nenhum assalto, mas já ouvi falar. Mas as coisas acontecem já mais tarde”, comenta.

PORTO DA BARRA – Infraestrutura é o ponto forte da mais ‘rica’ das praias pesquisadas: Campeão em movimentação financeira, o Porto da Barra também venceu no quesito infraestrutura, segundo a pesquisa. “Outro lado bom daqui é a facilidade de chegar. Dá pra pegar os ônibus que passam pelo Campo Grande ou pela Centenário. Tem muita opção”, apontou o servidor público Éder da Hora, 34. Para o ambulante Alan, 28, a praia melhorou com a reforma da região, mas ainda falta um chuveirão. “Trabalho aqui há 15 anos e sempre vejo o pessoal procurando um banho de água doce depois do mar”, indica.

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