Conta de luz fica mais alta mesmo quando o consumidor economiza

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O microempresário Carlos Nascimento, conseguiu a proeza de reduzir o consumo de energia elétrica em 49 kilowatt de abril para maio. Trocou as lâmpadas incandescentes por fluorescentes e ao fechar a loja retira todos os aparelhos das tomadas. Pagou R$ 277,92 para um consumo de 423 Kw em abril, mas verificou que em maio, mesmo reduzindo o consumo para 374 Kw, pagou R$ 264,27. A partir da próxima semana quando começam a vencer as de energia elétrica para os consumidores residenciais em Salvador, muitos consumidores já verificaram que apesar de todos os esforços para reduzir o consumo, os valores continuam altos e, em alguns casos, praticamente os mesmos de meses anteriores. É que o sistema de bandeiras tarifárias, nas cores verde amarela e vermelha, permanece ainda no vermelho e com isso, para cada 100 kilowatt (Kw) de consumo há um acréscimo de R$ 5,50. A Coelba diz que por uma política interna da empresa não divulga percentuais de suspensão do fornecimento de consumidores residenciais por causa de atraso no pagamento das contas, mas para o consumidor é um verdadeiro malabarismo manter a redução do consumo e verificar que ao fim do mês o valor da conta continua alto e até mesmo superior a do mês anterior. Na casa da professora JSF, no bairro de D. Avelar, por exemplo, em abril, a conta veio com um valor de R$ 168,83 para um consumo de 292 Kw, já incluído aí o sistema de bandeira tarifária na cor vermelha. Em maio, quando além da bandeira vermelha foi embutido o reajuste de 5,4 %, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a conta passou para R$ 184,21, mesmo tendo havido uma redução do consumo para 266 Kw. E em junho, com um consumo de 241 Kw, a conta chegou a R$ 162, 22, quase que o mesmo valor pago dois meses antes. Segundo explicou em entrevista ontem pela manhã, em Brasília, o diretor da Aneel, Romeu Rufino, até o final do ano não há quaisquer perspectivas de que o sistema de bandeira tarifária vá mudar da cor vermelha. Isso porque as empresas distribuidoras de energia ainda acumulam um déficit de mais de R$ 1 bilhão que vem sendo amortecido justamente com a cobrança extra ao consumidor. Ainda segundo a Aneel, de janeiro a maio deste ano, em todo o Brasil, os consumidores residenciais de energia elétrica pagaram de forma extraordinária R$ 5,4 bilhões, mas insuficientes para cobrir o défiti de R$ 6,5 bilhões das distribuidoras. Na Bahia, a Coelba disse que não há novos aumentos previstos nas contas de luz, a não ser a manutenção do sistema de bandeira tarifária. Mas a Aneel informou que outras 30 distribuidoras de energia elétrica, das 64 em todo o país, já estão autorizadas a aumentarem as contas para os consumidores. Ainda segundo a Coelba, em nota em nota da sua Assessoria de Comunicação, o reajuste extraordinário autorizado pela Aneel para todas as distribuidoras de energia do País, em abril, teve um percentual médio de 11,43%, sendo que na Bahia esse percentual foi de 5,4%.

Bandeiras tarifárias – Não tem jeito. Independente da classe social e do volume de consumo, a bandeira vermelha, o valor mais alto do sistema tarifário, atinge a todos os consumidores. Em vigor desde 1º de janeiro de 2015, o sistema de Bandeiras Tarifárias deverá continuar pelo menos até o final do ano. Todos meses há uma classificação da bandeira frente às condições da geração de energia e do custo associado, podendo ser verde, amarela e vermelha. Como essas condições ainda não melhoraram, continua em vigência a cor vermelha. A Bandeira Verde só vai entrar em vigor quando houver disponibilidade normal de energia. Nessa vig~encia não haverá acréscimo na conta de luz. A Bandeira Amarela indica que as condições de geração de energia hidrelétrica são pouco desfavoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,025 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido. Ou seja, R$ 2,50 para o consumo de 100 kWh. Já a Bandeira Vermelha, que está em vigor demonstra que as condições estão mais caras para a geração de energia e por isso mesmo precisam ser reajustadas a valores mais altos. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,055 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido. Ou seja, R$ 5,50 para o consumo de 100 Kwh. Além de arcar com um custo extraordinário na conta de luz, o consumidor descobre que mesmo realizando o máximo de redução possível no consumo de energia, ele não tem como escapar da Bandeira Vermelha ainda que se tenha reduzido o consumo.

A cada mês, as condições de operação do sistema são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. A partir dessa avaliação, define-se a aplicação da cor do sistema de bandeira tarifária.

Como economizar

O condicionador de ar o eletrodomésticos que mais consume de energia.

— Mantenha portas e janelas bem fechadas para evitar entrada de ar do ambiente externo

— Verifique o correto funcionamento do termostato regulando-o adequadamente (25º)

— Se possível, instale o aparelho onde ele não fique exposto ao sol

No chuveiro

O chuveiro elétrico é responsável por cerca de 25% do consumo de uma residência.

— Limite seu tempo debaixo da água quente ao mínimo indispensável

— Não tente aproveitar uma resistência queimada, isso aumenta o consumo

— Nos dias quentes, mantenha a chave de temperatura na posição “verão” (na posição “inverno”, o consumo é aproximadamente 30% maior)

No televisor

O televisor é responsável por cerca de 5 a 15% do consumo de energia.

— Não deixe o televisor ligado sem necessidade

— Não durma com o televisor ligado

Na geladeira

A geladeira responsdel por cerca de 30% do consumo de uma residência.

— Coloque a geladeira em local ventilado, afastada de paredes, fora do alcance dos raios solares e distante de fogões e estufas

— Não use a parte traseira da geladeira para secar panos ou roupas

— Não deixe aberta, nem fique abrindo desnecessariamente

— Não coloque alimentos quentes na geladeira

— Verifique se as borrachas de vedação da porta estão em bom estado

— Descongele sua geladeira regularmente

Na máquina de lavar

São responsáveis pelo consumo de 5% da energia elétrica da casa.

— Lavar as roupas de uma só vez em quantidade indicada pelo fabricante

— Use a dosagem certa de sabão para não repetir a operação enxaguar

Na iluminação

A iluminação é responsável por cerca de 20% do consumo total de uma residência. Habitue-se a apagar as lâmpadas dos ambientes desocupados.

— Evite acender lâmpada durante o dia; Aproveite a iluminação natural

— As lâmpadas fluorescentes duram mais e gastam menos energia

— E lembre-se: lâmpadas de maior potência consomem mais energia

No ferro elétrico

O ferro elétrico é responsável por cerca de 5 a 7% do consumodaa residência. Habitue-se acumular a maior quantidade possível de roupas, para passá-las de uma só vez.

— Use a temperatura indicada para cada tipo de tecido

— Quando precisar interromper o serviço, desligue o ferro (Tribuna da Bahia)

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