Defesa de Lula diz que laudo da PF é ‘retaliação’ por recurso contra Moro na ONU

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A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a divulgação do laudo da Polícia Federal que aponta orientações de Lula a obras no sítio de Atibaia (entenda aqui) como “retaliação” ao recurso protocolado na Organização das Nações Unidas (ONU) contra o juiz Sérgio Moro (clique aqui). “Não deixa de causar estranheza que o referido laudo policial – em procedimento conduzido pelo juiz Sergio Moro – tenha vindo a público exatamente no mesmo dia em que os advogados do ex-presidente protocolaram perante a Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, uma reclamação por graves violações ao Pacto de Direitos Civis e Políticos, cometidas pelo citado magistrado. Não deixa de configurar ato reprovável de retaliação por parte de agentes do Estado”, criticaram Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins em nota enviada à imprensa. Os advogados do ex-presidente negaram, mais uma vez, que a propriedade rural pertença a ele e sua família e acusaram o documento de produzir “subterfúgios” com o objetivo de criar “versões manifestamente incorretas com a finalidade central de inventar um ilícito para ser atribuído a Lula”. “A realidade incontestável é que Lula não detém a propriedade do sítio em questão. Ignoram-se provas existentes nos autos que demostram ter sido a compra da propriedade feita por Fernando Bittar com recursos doados por seu pai, Jacó Bittar. Se a propriedade é de um terceiro, nada do que se disser muda essa situação”, afirmam. A defesa de Lula também atacou o juiz Sérgio Moro e, ao apresentar justificativas sobre o recurso protocolado junto à Organização das Nações Unidas (ONU) contra o magistrado, acusou-o de assumir o “papel de acusador”. “Conduta incompatível com a imparcialidade que deve ser observada pelo julgador, de acordo com a Constituição Federal e as leis internacionais”, criticaram.

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