Delator diz que propina foi usada para pagar viagem da mulher de Collor

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O doleiro Leonardo Meirelles, ex-sócio de Alberto Youssef, disse em depoimento de delação premiada à força tarefa da Operação Lava Jato que dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras foi utilizado para pagar despesas de uma viagem à Europa da mulher do senador Fernando Collor de Melo (PTC-AL), Caroline Collor. A informação foi divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e confirmada pela TV Globo. A assessoria de Collor foi procurada nesta terça e aguardava-se resposta até a última atualização desta reportagem. À “Folha”, a assessoria de Collor informou que o “senador não conhece Leonardo Mereilles”. “Nem ele nem sua mulher jamais receberam do referido senhor quaisquer valores para gastos no Brasil ou no exterior”, informou a assessoria ao jornal. Meirelles deu a informação à Operação Lava Jato, que a incluiu, em março deste ano, na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República contra Collor em agosto de 2015. No mesmo aditamento, a PGR também inseriu a mulher do senador no rol de denunciados e atualizou o montante que Collor teria supostamente recebido do esquema: de R$ 26 milhões para R$ 30,9 milhões.De acordo com a reportagem da “Folha”, Meirelles afirmou em depoimento que, a pedido de Youssef, carregou dois cartões pré-pagos internacionais com US$ 30 mil cada. Ele disse ainda que “obteve os extratos das despesas com os cartões e verificou gastos no exterior em lojas de artigos femininos, como Victoria’s Secret e Louis Vuitton”. Além disso, Meirelles entregou aos investigadores extratos de cartões do ex-ministro Pedro Paulo Leoni Ramos, apontado como operador da suposta propina recebida por Collor, também teve despesas internacionais pagas com recursos desviados pelo esquema na estatal. A assessoria de Pedro Paulo Leoni Ramos informou por telefone que o ex-ministro não comenta delação premiada e que se manifestará nos autos do processo. A reportagem do jornal afirma ainda que na denúncia apresentada contra a mulher de Collor, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou que Caroline “auxiliava diretamente o marido quanto à lavagem de dinheiro”. A informação também foi confirmada pela TV Globo. Janot citou no documento, ainda mantido em sigilo, que, entre 2010 e 2014, ela recebeu em suas contas R$ 453 mil em depósitos em dinheiro. Na denúncia, a procuradoria diz ainda que a empresa de comunicação do senador repassou para Caroline Collor R$ 622,5 mil em mais de 40 operações financeiras. Além disso, de acordo com a denúncia, foram feitos empréstimos fictícios que somam R$ 144,6 mil para justificar a aquisição de bens de luxo, como veículos e imóveis. Segundo a procuradoria, Leonardo Meirelles também custeou despesas internacionais de Collor que somariam cerca de R$ 243,6 mil.

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