Fracassam novas negociações entre Argentina e fundos especulativos

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A Argentina e os fundos especulativos mais difíceis que venceram uma disputa sobre o default (não pagamento) da dívida não chegaram a um acordo nas novas negociações sobre a oferta de pagamento do país sul-americano, informou nesta sexta-feira (12) o mediador judicial. As reivindicações dos quatro fundos mais difíceis, entre eles NML Capital e Aurelius, “não foram resolvidas nesta semana”, declarou o mediador Daniel Pollack em um comunicado. Pollack indicou que as negociações em Nova York se estenderam até “tarde da noite” e vão “continuar”.O novo governo de centro-direita do presidente Mauricio Macri apresentou em 5 de fevereiro em Nova York uma oferta para pagar US$ 6,5 bilhões aos fundos especulativos e outros credores e acabar assim com o bilionário litígio da dívida que data de 2001.A oferta, apresentada ao final de cinco dias de árduas negociações, envolve um desconto de 25% sobre um passivo reconhecido de US$ 9 bilhões em acórdãos do juiz federal americano Thomas Griesa. Dois dos seis principais fundos especulativos que venceram o julgamento em Nova York aceitaram a proposta, mas os outros quatro, que em 2012 obtiveram uma decisão favorável para cobrar uma dívida que totaliza hoje US$ 1,7 bilhão, rejeitaram. Também participam nas negociações, separadamente, outros queixosos detentores de títulos inadimplentes chamados “me too”, que se somaram ao processo em meados de 2014 elevando o montante total a US$ 9 bilhões.O anúncio do fracasso das novas negociações ocorre após o governo argentino pedir na quinta-feira ao juiz Griesa para cancelar a ordem impedindo o acesso aos mercados de capital e o pagamento de parte de sua reestruturação da dívida. O governo de centro-esquerda anterior de Cristina Kirchner (2007-2015) havia rejeitado a decisão de Griesa, que congelou em julho de 2014 um pagamento de US$ 539 milhões em Nova York aos obrigacionistas que aderiram aos swaps de 2005 e 2010, causando um default parcial da Argentina. Estas reestruturações, rejeitadas pelos fundos chamados “abutres” e outros demandantes, foram aceitas por 93% dos credores. (G1)

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