Haddad vai apurar conduta de GCM que tirar objetos de moradores de rua

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou, nesta terça-feira (14), que deu “ordem expressa” para que o comandante da Guarda Civil Metropolitana abra procedimentos administrativos para investigar todas as denúncias de casos em que agentes públicos teriam recolhido cobertores, papelões ou qualquer outro objeto pessoal de moradores de rua.Como o G1 antecipou no dia 10, moradores de rua relataram que guardas levam colchões e até calcinhas.”Falo com ele [comandante] todos os dias sobre o assunto. Recebeu denúncia, abre procedimento disciplinar de quem tocou em objetos pessoais de moradores em situação de rua”, disse o prefeito após cerimônia em uma escola municipal em Cidade Líder, na Zona Leste da capital paulista.De acordo com Haddad, a única orientação dada aos guardas municipais é que evitem que moradores de rua montem habitação em praças públicas. Ou seja, segundo ele, a GCM está autorizada apenas a recolher “material de cafofo”, como barracas, sofás e armários.”A ordem é não deixar favelizar as praças públicas. É só esta a orientação”, completou.

Novos leitos: O prefeito ressaltou que 1,5 mil leitos temporários emergenciais foram criados para atender à população em situação de rua neste período de baixas temperaturas em São Paulo.Haddad afirmou que ainda negocia para que outros 200 estejam disponíveis em breve na região da Mooca, na Zona Leste.Nesta semana, São Paulo registrou temparaturas em torno do 0ºC e ao menos cinco moradores morreram de frio, segundo a Pastoral do Povo da Rua e a Arquidiocese de São Paulo.De acordo com Haddad, em seus três anos à frente da administração municipal, dois mil leitos permanentes foram criados em abrigos espalhados pela capital. O número de vagas passou, então, de 8 mil para 10 mil em toda a cidade.Haddad lamentou, no entanto, que cerca de 1/3 dos moradores de rua abordados pelos assistentes sociais ainda se mostram resistentes em ir para um abrigo. Por conta disto, não é difícil o registro de leitos ociosos ao mesmo tempo que pessoas ainda enfrentam o frio nas ruas.

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