Jean Wyllys afirma que carta de Temer tinha imprensa como alvo, e não Dilma

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Diante das especulações sobre o vazamento da carta que o vice-presidente Michel Temer escreveu à presidente Dilma Rousseff na noite desta segunda-feira (7) – se foi o Planalto ou se aliados de Temer -, o deputado federal Jean Wyllys e a liderança do PSOL argumentaram que o documento “não tem nada de pessoal e confidencial” e que a carta é “bombástica no estilo, conteúdo e formato, exatamente como aquelas em geral abertas para a imprensa”.

Segundo o parlamentar do Psol, “a destinatária da carta nunca foi a Dilma, mas a redação dos jornais”.

“O vice-presidente, um velho operador político do PMDB que estes anos todos foi muito bem pago pelo poder público para atuar como garantia da coligação desse partido com o PT (coligação cujo custo o PT está pagando), acha que ninguém vai perceber que, se o problema dele fosse a “desconfiança” da chefe Dilma com relação a ele e ao PMDB, seu partido, ele deveria ter enviado essa carta há uns bons anos, né não? Ela está chegando muito atrasada porque tem, na verdade, outro objetivo: deixar bem claro que Temer está disposto a assumir a Presidência. É uma mensagem para a bancada do PMDB no Congresso, para a oposição de direita que poderia compor um governo de transição com ele, para os jornais, para os mercados e, talvez, para o próprio PT, que entenderá que o preço para evitar tudo isso será caro, muito mais caro ainda do que foi, até agora, a “lealdade” dos seus supostos aliados”, afirma Wyllys e a liderança de seu partido.

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