João Leão desabafa sobre inquérito na Lava Jato: ‘caso está encerrado’

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Após ser incluído no inquérito da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras e colocar o advogado Gamil Föppel para cuidar do caso, o vice-governador João Leão (PP) diz que seu processo está encerrado. Em julho do ano passado, a defesa reforçou um pedido de arquivamento da ação sob a justificativa de que as referências ao ex-deputado progressista foram diálogos descontextualizados de delações premiadas. Ontem, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, início do cortejo da festa da Lavagem do Bonfim, o presidente do PP na Bahia disse que nada mais pesa contra si na operação da Polícia Federal. “Acabou. Morreu. Não tenho nada, nada, nada. Já fui, prestei depoimento, não tem absolutamente nada. Está encerrado. Leão não tem rabo de palha”, brincou. Na época em que a defesa jurídica do político recorreu à Justiça para anular a ação, a petição argumentava que “as únicas referências” a Leão eram “lacônicas, imprestáveis” e estavam desacompanhadas “de qualquer outro elemento concreto”. “Com efeito, verificou-se que este requerente não está inserido em uma conjuntura fática, nem ao menos indiciária, da prática de crimes que enseje o prosseguimento da investigação criminal em seu desfavor. Sendo assim, a insuficiência do conjunto probatório e a ausência de indícios mínimos de tipicidade penal revelam a necessidade imediata de arquivamento do correlato apuratório”, declarou o advogado Föppel. Em relação ao colega de partido, Mário Negromonte, ex-deputado federal e conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o vice-governador afirma que tem “conversado muito” com o correligionário e que segue confiando no ex-parlamentar que também é alvo do mesmo inquérito na Lava Jato. No entanto, apesar de ressaltar a confiança, o progressista não demonstra o sentimento em 100%: “Rapaz, a mão no fogo eu coloco por mim”. De acordo com o ex-deputado e hoje também secretário de Planejamento da Bahia, além de vice do governador Rui Costa, a turbulência política gerada pela Lava Jato em Brasília tem prazo para acabar. “Vai passar. Quem tem culpa vai para a cadeia. A Justiça tem que comprovar quem tem culpa. O cara que for culpado, tem que, realmente, pagar pelo que fez”, defendeu. Questionado sobre a sucessão municipal de Salvador, o progressista desconversou. Embora seu partido tenha planos de lançar um candidato à prefeitura soteropolitana, o dirigente decidiu não falar de política na festa religiosa. (Tribuna da Bahia)

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