Lobista é preso por violar acordo de delação premiada da Lava Jato

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O lobista Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, ligado ao ex-ministro José Dirceu – condenado nesta quarta-feira (18) a 23 anos e três meses de reclusão -, foi preso na manhã desta quarta por violar o acordo de delação premiada firmado no âmbito da Operação Lava Jato. A prisão foi requerida pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela ação na primeira instância. Esta é a primeira vez que um acordo de colaboração premiada é quebrado em mais de dois anos da operação. Com a violação, Moura perde também outros benefícios, como redução de pena. Ele foi condenado a 16 anos e dois meses de prisão. Preso em agosto de 2015, o lobista foi liberado da cadeia em novembro, após celebrar acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF). “No caso presente, tendo sido solto Fernando Antônio Guimarães Hourneaux pelo esvaziamento do risco à ordem pública em decorrência da colaboração, com o reconhecimento, pelo MPF e na sentença, da violação, por ele, do acordo, deve ser restabelecido o status quo ante, ou seja, renovada a prisão”, justiificou Moro. Na decisão,o juiz afirma também que o réu não devolveu os R$ 5 milhões estabelecidos na delação e levanta a possibilidade de Moura fugir para exterior.

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