Mãe de bebê morto após parto em recepção faz relato emocionado

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As roupas de criança ainda estão arrumadas na casa de Alane Silva, mãe do recém-nascido quemorreu após parto feito na recepção do Hospital Esaú Matos, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. A jovem, que seria mãe pela primeira vez, ainda está sem entender o que aconteceu e se emocionou ao falar da situação. “Eu estava querendo tanto”, disse Alane Silva. No último domingo (8), após entrar em trabalho de parto na recepção do hospital, que estava sem médico obstetra para atendimento, o bebê da jovem não resistiu. No mesmo dia, outras duas mulheres entraram em trabalho de parto na recepção da unidade. Porém, o hospital informou que o filho de Alane Silva já estava morto há um dia. Mas a jovem contesta a versão apresentada pela unidade. A jovem, que é de Itambé, procurou o Hospital Municipal Esaú Matos na noite do último sábado (7) já sentindo dores. Ela garante que estava tudo bem e que o bebê estava se mexendo. “Os meus ultrassons estão todos em dia, meu pré-natal, minhas coisas estavam todas em dia. Se ele estivesse com alguma coisa, teria no ultrassom. Falaria tudo se ele estivesse com alguma coisa, algum problema. Eu tenho certeza que ele estava vivo, porque no sábado estava mexendo, eu estava sentindo tudo”, afirma Alane Silva.Assim como ela, outras grávidas também esperavam por um médico obstetra, e duas chegaram a ter o bebê na recepção com a ajuda de uma cabeleireira. No caso de Alane, ela também entrou em trabalho de parto na recepção, mas foi levada para dentro do hospital por uma enfermeira já com o bebê nascendo. A notícia de que o menino estava morto veio logo depois. A fundação de saúde informou por meio de nota que, segundo um laudo médico, o bebê de Alane Silva já estava morto há pelo menos um dia na barriga. Ainda segundo a fundação, a jovem de Itambé chegou à Vitória da Conquista para ser atendida no hospital sem passar pela regulação. A demora no atendimento das gestantes no Hospital Esaú Matos tem acontecido desde a última semana e é apurada pelo Ministério Público. “Se não for solucionado, nós entraremos com alguma medida judicial, uma cautelar, para que o atendimento seja restabelecido à população de Vitória da Conquista”, afirma a promotora Guiomar Miranda. Em nota, a secretaria da Saúde do município disse que a fundação responsável por administrar o Hospital Esaú Matos busca normalizar o atendimento obstétrico da unidade e que na terça-feira (10) o atendimento foi normal. A câmara municipal de Vitória da Conquista marcou para o dia 20 de fevereiro uma audiência pública para discutir a situação do hospital. (G1)

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