Meirelles prevê aumento de impostos em caso de teto de gastos não ser aprovado

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O ministro da Fazenda do governo interino, Henrique Meirelles, afirmou que a carga de impostos pode aumentar, caso o teto de gastos para saúde e educação não seja aprovado pelo Congresso. “Se não for aprovado o teto dos gastos de despesas com saúde e educação, não haverá outra saída, porque nos próximos anos, para financiar este aumento das despesas públicas, só resta aumentar imposto”, avaliou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira (25). Meirelles se refere a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para gastos públicos, que inclui os custos com saúde e educação, para os próximos 20 anos. “Sem essa aprovação e posteriormente a da reforma da Previdência, certamente teremos um continuado aumento das despesas públicas obrigatórias e poderemos voltar a ter aumento de prêmio de risco”, acrescentou. A previsão sobre eventuais aumentos de impostos deve ser feita em agosto. “Teremos uma visão clara até o final de agosto [quando for elaborado o orçamento do próximo ano]. A nossa expectativa é que não haja necessidade de aumento de imposto. Tenho frisado que não é a solução ideal, mas, se for necessário, teremos aumento de imposto, sim, porque a meta de R$ 139 bilhões de deficit será cumprida, sim”. Questionado ainda sobre o risco de não cumprimento da meta do déficit o ministro apontou que “a ansiedade não resolve problemas estruturais”. “Quem viver verá. Não há dúvida de que R$ 170,5 bilhões é um deficit muito elevado, mas ele foi construído por muitos anos. O que ocorreu agora é que ele foi explicitado. Nosso compromisso é dizer a verdade e anunciar metas que sejam cumpridas”, argumentou. Meirelles revelou ainda que o governo estuda alvos para privatização. “Estamos avaliando várias possibilidades, muitas já mencionadas, outras ainda não. Os aeroportos adicionais [Congonhas e Santos Dumont] são uma decisão dos setores diretamente envolvidos, mas pessoalmente sou favorável que seja feita uma privatização. Não só deles, mas dos demais aeroportos de alto volume de tráfego”, citou.

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