Missa na igreja do Rosário dos Pretos irá comemorar o Dia das Baianas

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Paramentadas com seus trajes e adereços típicos, as Baianas de Acarajé vão comemorar seu dia, nesta terça-feira (25/11), com uma missa na Igreja do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, marcada para as 10h. Desde 2005, as baianas, que são um dos principais ícones da cultura brasileira, têm o ofício tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. De acordo com a Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares do Estado da Bahia – Abam, a estimativa é que cerca de três mil profissionais atuem hoje somente na cidade de Salvador. “No momento estamos fazendo um mapeamento para saber qual é o número real de baianas que existem na cidade, pois nem todas que trabalham na cidade fazem parte da associação”, explica a presidente da Abam, Rita Santos. Ela ressalta que hoje o ofício está disseminado por todo o país. Entre os mais seis mil associação da Abam estão profissionais que atuam em cidades como Fortaleza, Rio de janeiro, Recife, São Paulo e Porto Alegre.  Iniciado no período da escravidão, a venda do acarajé acontecia somente à noite por mulheres. Como escravas ou libertas, elas circulavam pelas ruas da cidade oferecendo o produto em cestos. Essa forma de comercializar o produto durou até a primeira metade do século XX. Até esse período, o bolinho ainda era vendido só com pimenta. Com os primeiros tabuleiros abancados vieram os recheios que conhecemos hoje (vatapá, camarão, salada, etc). Além de alimento e cultura, o acarajé também é a principal fonte de subsistência para as três mil famílias de baianos e baianos que abancam seus tabuleiros por toda Salvador. Em geral, as bancas ou tabuleiros são passados de uma geração a outra, assim como crença nos orixás cultuados nos terreiros de candomblé. Tanta tradição levou o ofício de baiana de acarajé a ser declarado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan.

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