MP-BA pode recorrer de decisão para aumentar pena de Cláudio Campanha

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O promotor Davi Gallo afirmou que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pode recorrer da decisão que condenou o traficante Cláudio Eduardo Campanha a 14 anos de prisão, por considerar que cabia uma pena maior. O traficante, de 41 anos, foi condenado nesta quinta-feira (16), pelo Tribunal do Júri, por ter mandado matar Antonio Luiz Lima dos Santos, o Bola, em 2008. A defesa de Campanha também afirmou que vai recorrer da decisão. O julgamento durou quase 10 horas e envolveu toda uma estrutura e logística para trazer o traficante de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para participar do julgamento em Salvador. Em entrevista a Rádio Vida, o promotor afirmou que chegou a requisitar que o julgamento fosse feito através de videoconferência, mas que o uso dessa ferramenta, “independe do Ministério Público”. “Isso teria que ser uma iniciativa do Poder Judiciário local, que é previsto legalmente. Ele poderia ser julgado, desde que os advogados deles estivessem aqui. Mas infelizmente, preferiu se gastar uma quantia exagerada, não só com traslado, com deslocamento dele, mas com todo aparato policial que foi feito. Eu não entendo. Eu acho que poderia ter sido feito por videoconferência, menos dispendioso e muito mais seguro”, salienta. Segundo Gallo, a lei prevê a utilização dessas medidas nesses casos, até por uma questão de celeridade processual.“Imagine que tem alguns processos dele em que a presença dele na audiência é necessária. Imagina que, em toda audiência que tenha, ele tenha que ser transferido de Campo Grande, que é onde ele está hoje, para Salvador. É claro que é dispendioso, e que infelizmente, quem paga a conta no final é o cidadão, é a sociedade”, pontua. Campanha já foi julgado em júri popular em 2011, quando foi absolvido da acusação de homicídio contra Daniela dos Santos Souza e o Bola. Na época, o MP da Bahia recorreu da decisão sobre a segunda vítima, sob o argumento de que a sentença dos jurados foi contrária às provas dos autos, que, através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, demonstram que Campanha determinou que um homem, conhecido com Visconde, executasse Bola. O motivo do crime, que aconteceu em Narandiba, foi uma dívida de R$ 60 mil. O traficante foi preso em 2008, no Ceará. Campanha teria herdado os pontos de vendas de drogas em Salvador, antes dominados por Éberson Santos, o Piti, morto em 2007. A quadrilha de Campanha é responsável por 100 mortes entre os anos de 2007 e 2008. Campanha é réu em 21 processos por tráfico de drogas, homicídios e roubo. (BN)

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