‘Não preciso me dissociar de nenhum pedaço’, diz Denice sobre imagem de PM

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A pré-candidata do Partido dos Trabalhadores, major Denice Santiago, descartou a possibilidade de dissociar sua imagem na política partidária da sua história na Polícia Militar. Ex-comandante da Ronda Maria da Penha, a policial afastada para concorrer à Prefeitura de Salvador disse em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (26) que sua condição hoje é resultado das experiências que passou, inclusive na Polícia Militar.

“Ser policial não me define, mas faz parte de mim. Não preciso me dissociar de nenhum pedaço meu. Não preciso me dissociar de mim em nenhum momento, porque, se eu preciso, é porque aquela coisa não me cabe enquanto ser humano”, declarou.

Logo que seu nome foi cogitado para a disputa eleitoral, a policial foi criticada pela própria militância do PT, por não ter histórico na política e ainda carregar o brasão da PM em sua trajetória. O que foi um peso para os outros, ser “outsider” parece não incomodar tanto Denice. “É privilégio até”, avaliou.

No entendimento da major, é a oportunidade de renovação e de mudança que a sociedade pede.

“Não sinto diferença nas possibilidades de vitória de nenhum dos pré-candidatos e pré-candidatas postos. A desvantagem é porque talvez nosso partido seja do afeto, do encontro, tem militância apaixonada. E a Covid-19 veio transformar, ensinar a fazer o novo. Mas o novo é perfeitamente possível”, acrescentou.

A major se referia à plataforma Salvador Mãe de Todos, lançada no último sábado (20) e apresentada à imprensa nesta sexta. Denice explicou que esse primeiro passo da pré-campanha é como uma “conversa” natural aos “inícios de namoros”.

“A gente começa a bater papo pra saber se vai dar match, porque, se não der, a gente vai procurar outra pessoa pra dialogar, se encantar, namorar, seguir. Essa é ferramenta de aproximação, mas também de cuidado e proteção às pessoas”, afirmou.

A plataforma colaborativa permite a sugestão de propostas sobre o que se entende como urgente para a capital baiana. Dentro das demandas conhecidas até então, o ponto em comum entre elas é a transversalidade. Como a relação entre educação e cultura, ou entre a oferta de creches para que as mulheres possam trabalhar. (Bahia.Ba)

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