Os protestos irão impactar no impeachment de Dilma? Entenda

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A quantidade expressiva de brasileiros nas ruas nas manifestações do domingo (13), deve alavancar o país para mudanças profundas, tanto nas vias constitucionais, que seria caracterizado pelo impeachment no Congresso Nacional, quanto por julgamento dos processos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou até pela renúncia. Esta última somente a própria presidente Dilma Rousseff poderá decidir. O colunista Matheus Leão, do G1, refere que, tirando uma presença minoritária da direita, representada pelo polêmico deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), seguido por apoiadores da igreja evangélica, o que se notou nas ruas foi um golpe duro para o governo. Em meio a esse cenário conturbado na política brasileira, a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um ministro de peso do governo pode ser uma importante cartada para tentar salvar o governo petista, porém é um movimento que gera instabilidades e incertezas também. O cientista político Jairo Nicolau, professor da UFRJ, diz que “É uma jogada de grande risco porque se o governo afunda, também afunda a réstia de possibilidade de o PT ter um candidato competitivo em 2018. Será melhor se preservar e esperar 2018? É um jogo complexo para todos os jogadores. E tem um jogador que é o mais imprevisível, a Lava Jato”.

De acordo com o portal iG, o cientista político Rafael Cortez, da Consultoria Tendências, considera que a forte adesão às manifestações do último domingo são mais um elemento que aumenta o isolamento de Dilma, já que o vice-presidente Michel Temer se afastou dela em função do seu acolhimento ao processo de impeachment pela Câmara. Hoje, o analista calcula que há 55% de chance de o impeachment ser aprovado no Congresso. “A união das lideranças do PSDB (em torno da ideia de impeachment) e um apoio importante do PMDB (a esse processo) mostram o outro patamar que o debate do impeachment atingiu. E aí os protestos reforçam esse movimento que a elite política vem fazendo”, afirma Cortez. O protesto “confirma esse cenário de crise. As forças político-institucionais vão se sentir respaldadas, legitimadas, para continuar na tentativa de remoção da presidente”, acredita Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP. Para o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, professor da UERJ, as manifestações agendadas para 18 de março, pró-Dilma, não devem auxiliar muito o governo. Para ele, o PMDB deve deixar o governo, após a Convenção Nacional do partido ocorrida no sábado (12). “Vemos que a movimentação das elites atualmente, as grandes lideranças políticas e econômicas, já é de discutir um cenário pós-Dilma. Não se sabe como o governo deve acabar. A renúncia é pouco provável, o impeachment é um processo doloroso, e o semiparlamentarismo tende a ser rejeitado pela população, mas o fato é que as elites já dão o fim do governo Dilma como certo”, observou Monteiro.

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