Prefeito de Itaberaba-BA é acusado de desviar R$ 1 milhão por mês

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O ex-secretário de Administração de Itaberaba Alberto Magno, a 264 km de Salvador, acusou o prefeito do município, João Almeida Mascarenhas Filho (PP), de desviar R$ 1 milhão por mês. A denúncia foi feita ao programa Fantástico, da Rede Globo, exibida no último domingo (22).

Ao sair para denunciar a irregularidade no Ministério Público, no dia 15 de janeiro, Alberto conta que sua casa foi assaltada. Os bandidos leveram todos os documentos que o ex-secretário da Prefeitura tinha reunido pra entregar às autoridades. “Eu comecei a guardar alguns documentos que me blindassem, quando vi irregularidades, noticiava e comecei a ser retaliado em função disso”, disse. Segundo ele, gente da prefeitura sabia que ele tinha documentos comprometedores guardados em casa.

“Foram 153 itens e materiais, incluindo desde diversos aparelhos de ar-condicionado splinter, geladeiras verticais, bebedouros. Um dia eu liguei para o fornecedor, o fornecedor me disse simplesmente o seguinte: ‘não devo nada ao senhor prefeito, isso tudo foi entregue, foi entregue na fazenda dele’. Aí veio cair a ficha”, contou Alberto à reportagem.

Ainda de acordo com ele, a Prefeitura fraudou licitações e usou uma cooperativa, chamada Coope, para desviar dinheiro da Saúde. O repórter do programa localizou uma ex-funcionária da Coope que está colaborando com o Ministério Público e pediu para não ser identificada. “Eu trabalhei lá quase três anos e pude notar muitos desvios de dinheiro”, revelou ela.

A funcionária conta que parte do dinheiro ia para Maria José Novais, que foi secretária de Saúde e hoje é vice-prefeita de Itaberaba. “Eu mesma era quem ia entregar. Na época, ela era secretária de Saúde. Hoje ela é vice-prefeita de lá”, disse. E ela afirma que a grana ia também para irmã do prefeito, Marigilda Mascarenhas.

A reportagem procurou os acusados. A vice-prefeita Maria José Novais está viajando e não retornou os recados deixados pelo repórter. Marigilda Mascarenhas negou ter recebido dinheiro sujo: “Não, com certeza não é Marigilda”, contou. Já o prefeito disse que tudo não passa de política. “Tudo isso aí que está acontecendo na verdade é uma manobra política”, justificou.

O MPF e o Estadual estão investigando o caso, junto com a Polícia Federal. O Departamento Nacional de Auditoria do SUS, o Denasus, foi chamado para passar um pente fino no contrato da prefeitura com a cooperativa. O MPF quer que a prefeitura reponha R$ 229 mil na área da Saúde. E o Denasus pede a devolução de R$ 373 mil. (Metro1)

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