Salvador: SMS suspende entrega do composto Amix

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Crianças que têm alergia à proteína do leite de vaca (APLV) e intolerância à lactose e, que dependem da distribuição gratuita de uma fórmula à base de aminoácidos para se alimentar, correm o risco de ter o estado de saúde agravado. Há cerca de quatro meses, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) interrompeu o fornecimento do complemento nutricional Amix, distribuído no posto de saúde da avenida Carlos Gomes, no Centro de Salvador. A fórmula é indispensável para auxiliar na alimentação de Luiza do Carmo Pereira, de 1 ano e meio. Aos três meses ela foi diagnósticada com intolerância à lactose. “Na época nos inscrevemos no programa da secretaria e, em julho, foi interrompido e, logo em seguida, retomado. Agora, Não conseguimos pegar desde novembro”, conta a professora Alane Fraga do Carmo, mãe de Luiza. Em nota, a SMS informa que não houve suspensão no fornecimento do composto alimentar. “Após a compra dos suplementos alimentares e entrega do produto, algumas crianças apresentaram reação alérgica. Com isso, a gestão, através do parecer dos técnicos de saúde, acautelou-se adotando um novo mecanismo de aquisição dos produtos, com outro princípio ativo”. A expectativa do órgão é de que, a partir deste mês, a distribuição e o cadastro de novas pacientes sejam normalizados no Centro de Saúde da Av. Carlos Gomes. O Amix chega a custar R$ 170 e é comercializado em grandes farmácias e lojas especializadas em suplementos nutricionais.Fornecedor: “A nutricionista prescreveu oito latas para a minha filha. A única forma de baratear foi entrar em contato com o fornecedor. Cada lata sai por volta de R$ 80, mais o valor do frete, pois a fórmula é enviada de Goiânia (GO)”, afirma a professora. O problema enfrentado por Alane é o mesmo da dona de casa Paula Amorim Aboud, mãe de Samuel, de 1 ano. O garoto sofre com APLV desde os primeiros meses de vida e já chegou a ficar internado em estado grave de desnutrição por conta de reações ao ingerir  derivados do leite. “Ele vomitava tudo que comia. Primeiro, suspeitou-se de refluxo. Só após várias internações que ele foi diagnosticado. Depois de receitada a fórmula, ele melhorou bastante. Ainda está abaixo do peso ideal, mas vem ganhando massa”, diz. Paula sequer conseguiu se inscrever no programa da SMS. “Me informaram que não tinha mais no estoque e eu só poderia me inscrever quando o fornecimento voltasse ao normal. Consegui oito latas graças à uma mãe que devolveu um lote após a melhora do filho”, conta. Paula chega a gastar cerca de R$ 950 por mês. “Hoje, ele já ingere outros alimentos, como legumes, verduras e frutas. No entanto, a fórmula de aminoácidos é fundamental”, afirma.

Fórmula garante nutrição completa para paciente

A fórmula de aminoácidos presente no produto é uma das únicas fontes alimentares capazes de nutrir crianças que sofrem de alergia e intolerância à lactose, segundo especialistas. Segundo a nutricionista Valéria Soares, pacientes portadores de alergia à proteína do leite de vaca e intolerância à lactose, sobretudo crianças, devem obedecer uma dieta rígida, completamente livre de quaisquer derivados do leite. “Há casos em que a criança apresenta sintomas como diarreia, vômito, prisão de ventre e vermelhidão na pele. Porém, por desconhecimento dos médicos, continua o estímulo à ingestão de leite e derivados e o quadro vai se agravando. Por isso, em qualquer suspeita, é preciso suspender esse tipo de alimento o quanto antes”, afirma. Por conta disso, a nutricionista explica que é imprescindível a utilização de suplementos formulados especialmente para pacientes com distúrbios digestivos, problemas na absorção de nutrientes e alergia às proteínas do leite de vaca, da soja e s hidrolisadas. “São suplementos isentos de proteína láctea, lactose, galactose, sacarose, frutose ou glúten, mas que garantem nutrientes para o desenvolvimento normal da criança. Eles são os únicos que garantem uma alimentação completa, sem que seja necessária a complementação com outros suplementos vitamínicos”, disse Valéria Soares. (Atarde)

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