Suspeito de estuprar funcionária em metrô é detido em São Paulo

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Um homem de 20 anos foi preso na madrugada desta terça-feira (7) suspeito de ter estruprado uma operadora de uma cabine de recarga de Bilhete Único do Metrô de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, ele confessou ter cometido o crime e o pedido de prisão temporária já foi feito. O suspeito teria agido na companhia de um outro homem, que já foi identificado, mas ainda não foi detido. O caso aconteceu na noite de quinta-feira (2), quando a funcionária se preparava para sair do trabalho, mas só veio a público nesta segunda-feira (6) após denúncia de empregados do Metrô, que alegam que a empresa tentou abafar o caso. Contratada da empresa Prodata Mobility, uma das prestadoras do serviço de bilhetagem do Metrô, a operadora de recarga tem 18 anos. Segundo o boletim de ocorrência interno do Metrô de número 424/15, por volta das 23h30, ela estava encerrando suas atividades quando tentou ver pelo olho mágico da porta do quiosque, que fica perto da saída para a Rua do Arouche, antes de abri-la. O mecanismo, porém, “estava quebrado”. A jovem, então, apagou a luz e abriu a porta. Nesse momento, “foi surpreendida por um indivíduo” de aproximadamente 1,75 metro de altura, de compleição física “forte”, com os cabelos raspados e usando óculos. “Sob ameaça”, o homem amarrou as mãos da funcionária “atrás das costas com fita adesiva, tirou a roupa da vítima e praticou ato sexual”. Em seguida, o estuprador abriu a porta da cabine, que é blindada, “para a entrada de um segundo indivíduo”, com cerca de 1,80 metro de altura, de compleição “fraca” e trajando roupa social. O primeiro bandido o chamava de “Rafinha”. Esse criminoso perguntou à vítima “se ela sabia abrir o cofre” que fica dentro da cabine, ao que a jovem respondeu que não. O próprio bandido tentou abrir o equipamento, mas não conseguiu. Segundo o boletim de ocorrência interno, “Rafinha” chegou a levar um carrinho de mão “tipo armazém” para carregar o cofre para fora do quiosque da Prodata. Os celulares da vítima e da empresa foram roubados pelos criminosos, que fugiram. Antes de saírem da cabine, eles desamarraram a funcionária “e determinaram que esta permanecesse dentro do quiosque uns 30 minutos”. Quando saiu, a jovem pediu socorro a seguranças do Metrô que estavam perto da área das catracas.

Assistência – O diretor de contratos da Prodata, José Carlos Martinelli, afirmou que a empresa nunca havia enfrentado um crime do gênero desde que passou a trabalhar no Metrô, em 2011. “A empresa registrou a ocorrência na Delegacia do Metrô e está prestando toda a assistência psicológica à vítima, que foi levada para um hospital. O assaltante destruiu o sistema de câmeras da cabine, o que provocou um curto-circuito que apagou as imagens registradas no computador.” Porém, de acordo com Osvaldo Nico Gonçalves, diretor da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur), que controla a Delegacia do Metropolitano (Delpom), imagens de câmeras do próprio Metrô, externas, poderão ajudar na identificação dos bandidos, que, até o início da tarde desta segunda-feira, 6, ainda não haviam sido encontrados. Martinelli afirma que a cabine permanece fechada desde o estupro e que o local escolhido para a sua instalação foi determinado pelo Metrô. Funcionários do Metrô, sob a condição de anonimato, relataram que o ponto em que o quiosque está instalado é perigoso e não é tão bem servido por câmeras de vigilância. Martinelli disse que a Prodata tentará discutir com o Metrô um lugar mais adequado para a instalação do posto de recarga. Ele também disse que não tem como confirmar se o olho mágico estava defeituoso e comunicou que a funcionária ficará afastada quanto tempo for necessário. Procurado de manhã, o Metrô ainda não respondeu aos questionamentos feitos pela reportagem sobre o crime na Estação República.

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